A pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 12 e 16 de março de 2025, trouxe à tona informações relevantes sobre a situação eleitoral para o governo do Rio Grande do Sul em 2026. A análise, conduzida em 65 municípios gaúchos e com a participação de 1.628 eleitores, revela uma série de tendências e posicionamentos que podem ser determinantes nas eleições estaduais. O levantamento, que inclui tanto as intenções de voto espontâneas quanto estimuladas, oferece uma visão abrangente das preferências dos cidadãos.
O cenário eleitoral para o governo do Rio Grande do Sul em 2026 apresenta uma grande indefinição entre os eleitores. No levantamento espontâneo, que reflete as intenções de voto sem sugestões de candidatos, uma expressiva parcela dos entrevistados, 76,7%, afirmou não saber ou não opinar sobre o próximo pleito para governador. Esse dado revela um alto grau de incerteza entre os eleitores do estado. Além disso, apenas 12,5% dos entrevistados mencionaram o atual governador, Eduardo Leite, como um possível candidato, o que sugere um cenário de disputas ainda aberto e sem favoritos claros.
Por outro lado, a pesquisa estimulada, na qual os eleitores são apresentados a uma lista de candidatos, revela um quadro mais delineado. Eduardo Leite, ainda que com uma porcentagem significativa de indecisos, aparece com 27,4% das intenções de voto. Este dado demonstra que o atual governador possui uma base consolidada, mas longe de uma liderança absoluta. Juliana Brizola e Edegar Pretto aparecem em segundo e terceiro lugar, com 21,2% e 21%, respectivamente. Esses números indicam uma disputa acirrada e uma possível polarização entre esses candidatos, todos com grandes possibilidades de conquistar a preferência do eleitorado.
Além dos nomes já citados, outros possíveis candidatos também foram mencionados na pesquisa estimulada. Gabriel Souza e Paula Mascarenhas, com 9,2% e 4,3% das intenções de voto, respectivamente, são figuras que ainda podem crescer ao longo da campanha. A pesquisa aponta para um campo eleitoral ainda em aberto, com múltiplas opções, mas sem um favorito absoluto. Esse fenômeno reflete o caráter dinâmico da política gaúcha, que tende a se intensificar à medida que se aproximam as eleições.
Outro dado relevante da pesquisa é a avaliação do governo de Eduardo Leite. Embora a administração atual tenha sua aprovação em 63,5%, com 32,8% considerando-a boa e 12% ótima, há uma parcela significativa da população que desaprova seu governo. Cerca de 32,4% dos eleitores expressaram descontentamento com a gestão estadual, apontando uma insatisfação que pode refletir nas eleições de 2026. Esse descontentamento é um fator a ser monitorado, já que o governo estadual tem um impacto direto na escolha do próximo governador.
Em relação à corrida para o Senado, a pesquisa também aponta para uma alta taxa de indecisão entre os eleitores. No levantamento espontâneo, 88,8% dos entrevistados disseram não saber em quem votar para o Senado, o que evidencia um campo eleitoral bastante incerto. No entanto, a pesquisa estimulada revela que Eduardo Leite lidera as intenções de voto para o Senado, com 43,1%, seguido por Manuela d’Ávila, com 23,2%. Esse cenário demonstra que a disputa para o Senado será tão ou mais acirrada do que a eleição para o governo estadual, com vários nomes ainda em ascensão.
É interessante observar que, além de Eduardo Leite, outros nomes como Onyx Lorenzoni, com 21,3%, e Marcel van Hattem, com 17,2%, também aparecem entre os mais citados na pesquisa para o Senado. A eleição para o Senado no Rio Grande do Sul, assim como para o governo estadual, está longe de ser decidida. A tendência é que, com o decorrer da campanha, novos nomes possam surgir ou ganhar mais força, o que pode alterar as projeções feitas até o momento.
Em resumo, a pesquisa sobre o cenário eleitoral para o governo do Rio Grande do Sul em 2026 aponta para um cenário dinâmico e incerto. Embora alguns candidatos, como Eduardo Leite, possuam uma base de apoio consolidada, o elevado número de indecisos e a competição acirrada entre diversas figuras políticas tornam qualquer previsão ainda arriscada. À medida que a campanha avança e mais informações se tornam disponíveis, será possível perceber quais fatores, como a avaliação da gestão atual e o surgimento de novas lideranças, irão impactar as escolhas dos eleitores.
Por fim, é importante destacar que o cenário político no Rio Grande do Sul em 2026 será moldado por diversos fatores, incluindo o contexto nacional e os desafios locais enfrentados pela administração estadual. A tendência é que as próximas pesquisas continuem a refletir um cenário de grande incerteza, com a disputa eleitoral ainda aberta e os eleitores buscando alternativas que representem seus anseios e necessidades para o futuro do estado.
Autor: Thomas Scholze
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital