Ter um carro antigo é como possuir um pedaço da história sobre rodas. Entretanto, conforme expõe o conhecedor Bruno Rodrigues Quintas, para mantê-lo legalizado e rodando sem problemas, é essencial entender como funciona a documentação desses veículos. Pois, diferente dos carros comuns, os antigos possuem regras específicas para emplacamento, impostos e licenciamento. Portanto, se você está pensando em comprar ou já tem um clássico, este artigo vai esclarecer as principais dúvidas sobre a burocracia envolvida.
Como funciona a obtenção da placa preta?
De acordo com o entusiasta Bruno Rodrigues Quintas, a placa preta é um dos maiores símbolos de originalidade e conservação de um carro antigo. Isto posto, para conquistá-la, o veículo deve ter, no mínimo, 30 anos de fabricação e preservar pelo menos 80% das características originais de fábrica. Esse processo é avaliado por clubes especializados credenciados pelo Senatran, que realizam vistorias rigorosas antes de conceder o CVCOL (Certificado de Veículo de Coleção).
Mas, segundo o entendedor Bruno Rodrigues Quintas, além da idade e da originalidade, o carro precisa estar em boas condições mecânicas e estéticas. Isso significa que não pode haver modificações significativas que descaracterizem o modelo. Dessa forma, depois da aprovação na vistoria, o proprietário pode solicitar a troca da placa convencional pela preta, garantindo ao veículo um status diferenciado no mundo do antigomobilismo.
Quais são os impostos aplicáveis aos carros antigos?
Os impostos sobre carros antigos podem variar conforme o estado, mas, em geral, os veículos com mais de 20 anos contam com benefícios fiscais. Assim sendo, em muitas regiões, o IPVA é reduzido ou até mesmo isento, dependendo da legislação local. O que é um grande atrativo para os colecionadores e entusiastas desses automóveis.

Todavia, outros custos precisam ser considerados, como o seguro obrigatório (DPVAT), licenciamento anual e possíveis taxas de inspeção veicular. Portanto, para quem busca manter a documentação em dia, é fundamental verificar anualmente as regras do Detran do seu estado, evitando surpresas e garantindo que o carro continue legalizado para circulação, como frisa Bruno Rodrigues Quintas.
Como funciona o licenciamento de um carro antigo?
Em resumo, o licenciamento de carros antigos segue um processo parecido com o dos veículos comuns, mas existem algumas particularidades. Para facilitar, veja os passos principais:
- Pagamento de taxas: o proprietário precisa quitar todas as taxas obrigatórias, incluindo o seguro DPVAT e, caso aplicável, o IPVA.
- Inspeção veicular: o veículo precisa passar por uma vistoria técnica para garantir que está em condições adequadas de rodagem e de coleção (CVCOL).
- Emissão do CRLV: após a regularização das taxas e da inspeção, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é emitido, permitindo a circulação legal do carro.
Ao manter o licenciamento em dia, o dono do carro antigo evita multas e apreensões, garantindo que seu clássico possa rodar tranquilamente e continuar sendo apreciado por onde passa.
Mantendo a documentação em dia e preservando a história
Em última análise, ter um carro antigo exige atenção à documentação, mas os benefícios valem a pena. Uma vez que a placa preta valoriza o veículo, os impostos reduzidos ajudam no custo de manutenção e o licenciamento garante que o automóvel possa circular legalmente. No final, seguir todas essas etapas assegura não apenas a regularidade do carro, mas também a preservação de um pedaço da história automotiva.
Autor: Thomas Scholze