Com eleição marcada para outubro, nomes de partidos como PDT, PL, MDB e PSDB já disputam o Palácio Piratini.
A menos de três meses da eleição, o Rio Grande do Sul já tem um retrato bastante claro de quem vai disputar o comando do Estado a partir de 2027. Sete nomes lideram, até agora, as chapas que vão concorrer ao Palácio Piratini, e o período que se abre entre o fim de julho e o início de agosto deve confirmar oficialmente essas candidaturas. A dúvida que mais aparece entre os eleitores gaúchos neste momento é simples: quem são esses candidatos e quando, de fato, a disputa passa a valer no papel.
O cenário ganhou contornos mais definidos justamente na semana em que a Assembleia Legislativa também precisou se adaptar às regras do período eleitoral, reforçando que a campanha de 2026 já está, na prática, em curso. Antes de chegar às urnas, porém, os partidos ainda precisam cumprir uma etapa formal decisiva, que vai transformar as pré-candidaturas em candidaturas oficiais.
Quem são os pré-candidatos ao governo do Estado
Segundo levantamento mais recente sobre o pleito, o Rio Grande do Sul deve ter sete nomes liderando as chapas majoritárias ao Palácio Piratini: Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL), Gabriel Souza (MDB), Marcelo Maranata (PSDB), Rejane de Oliveira (PSTU), Priscila Voigt (UP) e César Pontes (PCO). A disputa reúne, portanto, um espectro amplo de siglas, do campo mais à esquerda ao mais à direita, o que deve produzir um primeiro turno concorrido em outubro. A sucessão ocorre porque o atual governador não pode mais concorrer à reeleição, já que está em seu segundo mandato consecutivo à frente do Estado. Jornal do Comércio
Nas vices, alguns arranjos já foram fechados dentro das coligações. Cláudio Diaz (PSDB) foi confirmado como pré-candidato a vice-governador na chapa de Maranata (PSDB), enquanto Aroldo Medina, do partido Missão, foi confirmado como pré-candidato a vice na chapa de Renan Santos. Esses acertos de vice costumam sinalizar o desenho final das alianças que cada campanha vai apresentar ao eleitor, e tendem a ficar mais claros justamente durante as convenções partidárias, etapa que assume papel central no calendário eleitoral deste ano. Wikipedia
O que muda com as convenções partidárias
A janela para transformar as pré-candidaturas em candidaturas de fato já está definida. As candidaturas devem ser oficializadas nas convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que cada legenda formaliza escolhas de vice, coligações e nome definitivo na disputa. É somente depois dessa etapa que o Tribunal Superior Eleitoral passa a tratar os postulantes como candidatos plenos, com direito a propaganda eleitoral regulamentada e demais prerrogativas da campanha. Jornal do Comércio
A disputa pelo governo não é a única em aberto no Estado. Para o Senado, estão em jogo as cadeiras hoje ocupadas por Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT), que optaram por não concorrer à reeleição e anunciaram aposentadoria da política. A saída de dois nomes tão conhecidos da política gaúcha abre espaço para uma renovação relevante na bancada do Estado em Brasília, com repercussão direta sobre o equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa nos próximos anos. Wikipedia
Como a legislação eleitoral já afeta o dia a dia da política gaúcha
O período eleitoral também mudou a rotina de comunicação dos órgãos públicos estaduais. Desde 4 de julho, todas as notícias veiculadas antes dessa data ficaram temporariamente inativas nos portais de notícias do Estado, das secretarias, das entidades vinculadas e dos órgãos do Executivo, restando permitida apenas a publicação de conteúdos estritamente informativos sobre a prestação de serviços públicos. A mesma lógica atingiu a Assembleia Legislativa, que precisou reorganizar sua presença nas redes sociais. Portal do Estado do Rio Grande do Sul
Conforme detalhou a União Nacional das Assembleias Legislativas, os perfis oficiais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas redes sociais foram desativados temporariamente para atender a legislação eleitoral, sendo retomados apenas após as eleições, enquanto um perfil provisório passou a concentrar a divulgação institucional durante o período. Ainda assim, a atividade legislativa segue seu curso: uma nova versão da PEC da Data-base, que trata da valorização salarial de servidores estaduais, foi recentemente protocolada na Casa, mostrando que a pauta política do Estado não para mesmo em meio às restrições da propaganda eleitoral. UNALE
Com as convenções partidárias marcadas para as próximas semanas, o eleitor gaúcho deve acompanhar de perto o fechamento definitivo das chapas, incluindo eventuais coligações que ainda podem ser anunciadas. A partir de 5 de agosto, o quadro de candidatos ao governo do Rio Grande do Sul estará oficialmente fechado, dando início à fase mais intensa da campanha rumo à eleição de 4 de outubro.
Fontes consultadas:
https://www.jota.info/eleicoes/eleicoes-2026/quem-sao-os-pre-candidatos-ao-governo-do-rio-grande-do-sul-rs-eleicoes-2026-julho
https://www.jornaldocomercio.com/politica/2026/07/1255179-a-tres-meses-da-eleicao-rs-tem-sete-pre-candidatos-a-governador.html
https://unale.org.br/alrs-assembleia-legislativa-utiliza-novos-perfis-nas-redes-sociais-durante-o-periodo-eleitoral/
https://estado.rs.gov.br/periodo-eleitoral
