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Holding familiar: Confira com Rodrigo Gonçalves Pimentel, quais são os principais riscos ocultos

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez 14 de abril de 2026
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Rodrigo Gonçalves Pimentel
Rodrigo Gonçalves Pimentel
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Conforme ressalta o sócio do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados, Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, uma holding familiar não é apenas uma ferramenta jurídica, mas uma decisão estratégica que impacta diretamente a continuidade do patrimônio e a harmonia entre os envolvidos.

Contents
Quais são os riscos invisíveis em uma holding familiar?Por que conflitos familiares são um risco estrutural?Má gestão: o risco silencioso que destrói valorQuais erros estratégicos comprometem a holding familiar?Como reduzir riscos e garantir a perpetuidade da holding familiar

Tendo isso em vista, muitos empresários estruturam uma holding acreditando que resolveram todos os problemas sucessórios, quando, na prática, novos riscos podem surgir de forma silenciosa. Pensando nisso, a seguir, abordaremos alguns desses riscos, especialmente aqueles que não estão no contrato social, mas na dinâmica familiar e na gestão do negócio.

Quais são os riscos invisíveis em uma holding familiar?

A maior parte dos empresários associa risco à esfera jurídica ou tributária. No entanto, o Dr. Lucas Gomes Mochi, também sócio do escritório, destaca que os problemas mais relevantes costumam surgir fora desses campos, especialmente no comportamento dos sócios e na ausência de governança.

De acordo com Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, um dos principais riscos invisíveis está na confusão entre família e empresa. Quando decisões empresariais passam a ser influenciadas por vínculos emocionais, o critério técnico perde espaço. Isso compromete investimentos, sucessão e até a liquidez do grupo.

Além disso, a ausência de regras claras sobre poder e responsabilidade cria um ambiente propício a disputas, como pontua o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel. Dessa maneira, mesmo com uma estrutura formalizada, sem alinhamento entre os membros, a holding familiar pode se tornar um campo de conflito permanente, afetando diretamente o desempenho do negócio.

Por que conflitos familiares são um risco estrutural?

Conflitos não surgem apenas por divergência de opinião, mas pela falta de definição prévia de papéis. Quando não há critérios objetivos para participação na gestão, a sucessão tende a ser caótica. Assim, os herdeiros entram na holding sem preparo técnico ou alinhamento estratégico. Segundo o Dr. Lucas Gomes Mochi, isso gera decisões desalinhadas com o propósito do grupo. Com o tempo, surgem disputas por controle, distribuição de lucros e direção do negócio.

Rodrigo Gonçalves Pimentel
Rodrigo Gonçalves Pimentel

Outro ponto crítico está na percepção de justiça, conforme ressalta Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional. Se um membro sente que contribui mais e recebe menos, o desgaste é inevitável. No final, esse tipo de conflito, quando não tratado, compromete não apenas a relação familiar, mas também o valor do patrimônio.

Má gestão: o risco silencioso que destrói valor

A holding familiar pode ser eficiente na organização patrimonial, mas isso não garante boa gestão. Muitos grupos estruturam a holding e negligenciam a profissionalização da administração. A falta de indicadores, planejamento e governança transforma a holding em uma estrutura passiva, sem estratégia clara. Isso reduz a capacidade de crescimento e aumenta a exposição a riscos financeiros.

Além disso, decisões centralizadas em uma única pessoa, sem mecanismos de controle, aumentam a vulnerabilidade, conforme frisa o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel. A ausência de conselhos, auditorias ou protocolos de decisão impede a evolução do negócio e dificulta a sucessão.

Quais erros estratégicos comprometem a holding familiar?

Além dos conflitos e da má gestão, existem erros estruturais que passam despercebidos, mas impactam diretamente a eficiência da holding.

Antes de detalhar, é importante compreender que esses erros não estão necessariamente no modelo, mas na forma como ele é implementado. Entre os principais pontos críticos, destacam-se:

  • Falta de protocolo familiar: ausência de regras claras sobre entrada, saída e participação dos membros gera insegurança e conflitos futuros;
  • Distribuição desorganizada de lucros: retiradas sem critério comprometem o caixa e a sustentabilidade do negócio;
  • Centralização excessiva: decisões concentradas em um único gestor limitam a continuidade e dificultam a sucessão;
  • Ausência de governança: inexistência de conselhos ou mecanismos de controle impede decisões estratégicas consistentes;
  • Desalinhamento entre gerações: visões diferentes sobre risco e crescimento criam rupturas internas.

Esses fatores demonstram que a holding familiar exige mais do que estrutura jurídica. Exige gestão ativa e alinhamento estratégico contínuo.

Como reduzir riscos e garantir a perpetuidade da holding familiar

Em conclusão, a mitigação dos riscos exige uma mudança de mentalidade. A holding familiar deve ser tratada como uma estrutura estratégica, não apenas operacional. Isso envolve a implementação de governança, definição clara de papéis e profissionalização da gestão. Também exige planejamento sucessório estruturado, com regras objetivas e previsíveis.

Além disso, a evolução para modelos mais avançados, como a internacionalização do controle societário, permite maior proteção e eficiência sucessória, reduzindo riscos estruturais e garantindo continuidade. Desse modo, a holding familiar só cumpre seu papel quando alia estrutura jurídica, gestão profissional e alinhamento entre os membros. Sem isso, o risco deixa de ser oculto e passa a ser inevitável.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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