Segundo Gianmarco Marchetti, bacharel em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília (UnB), 1997, a gestão de ativos industriais reúne as práticas que orientam como uma empresa planeja, opera, mantém e renova máquinas, linhas e instalações ao longo de toda a vida útil. Durante décadas, a fábrica tratou esse assunto como tarefa da manutenção. Hoje, com margens pressionadas e clientes exigentes, o desempenho dos equipamentos define o resultado do negócio, e a diretoria já percebeu isso.
Tendo isso em vista, o ganho real começa quando a empresa passa a enxergar cada equipamento como um investimento que precisa render, e não como um custo que se repara quando quebra. Essa mudança de olhar aumenta a produtividade e reduz o desperdício. Pensando nisso, a seguir, abordaremos o conceito, os ganhos práticos e os motivos que levaram o tema à pauta da alta gestão.
O que é gestão de ativos industriais, na prática?
Imagine uma prensa que para três vezes no mesmo mês. A equipe conserta, a produção retoma e ninguém investiga a causa. Esse ciclo ilustra a ausência de gestão de ativos. A abordagem propõe o caminho inverso: registrar o histórico de cada equipamento, medir seu desempenho, planejar intervenções e decidir com dados quando manter, modernizar ou substituir.
Na prática, o conceito abrange todo o ciclo de vida do bem: aquisição, operação, manutenção, modernização e descarte. Como ressalta Gianmarco Marchetti, a gestão de ativos físicos aproxima áreas que normalmente trabalham em separado, como engenharia, manutenção, operações e finanças. Quando essas equipes compartilham os mesmos indicadores, a fábrica ganha um critério comum para priorizar investimentos e justificar cada decisão.
Como a gestão de ativos industriais eleva a produtividade?
A produtividade sobe quando o equipamento certo trabalha na hora certa, com a condição certa. Paradas não planejadas interrompem o fluxo, geram filas de pedidos e obrigam a fábrica a improvisar turnos extras, o que encarece cada unidade produzida. De acordo com Gianmarco Marchetti, com a gestão de ativos industriais, a equipe passa a antecipar falhas por meio de inspeções, análise de vibração e histórico de ocorrências, o que transforma a manutenção corretiva em intervenção programada.
Assim sendo, o efeito aparece na disponibilidade da planta, pois a linha passa a operar por mais horas com menos sobressaltos. Além disso, decisões baseadas em dados encurtam o tempo de resposta a qualquer desvio. Portanto, o ganho não se limita à manutenção: ele alcança o planejamento da produção, o cumprimento de prazos e a previsibilidade de entrega ao cliente.
Onde a gestão de ativos reduz o desperdício?
O desperdício industrial não se resume a sobras de material. Conforme enfatiza o bacharel em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília (UnB), 1997, Gianmarco Marchetti, ele aparece em horas de máquina parada, em energia mal aproveitada, em peças compradas em excesso e em retrabalho causado por equipamento desregulado. Tendo isso em vista, a gestão de ativos atua de forma direta sobre essas perdas em quatro frentes principais:
- Manutenção: substitui reparos emergenciais por intervenções planejadas, o que poupa horas de produção;
- Estoque: ajusta a compra de peças ao consumo real e evita capital parado na prateleira;
- Energia: identifica motores e sistemas que operam fora do ponto ideal e consomem mais do que deveriam;
- Qualidade: mantém as máquinas calibradas e reduz refugo, retrabalho e devoluções.
Cada frente parece pequena quando analisada de forma individual. Somadas, porém, elas representam uma fatia relevante do custo operacional. Gianmarco Marchetti retrata que a gestão de ativos industriais dá visibilidade a essas perdas, transforma cada uma em indicador acompanhável e permite que a equipe corte gastos sem sacrificar a capacidade produtiva nem a segurança da operação.
Por que a gestão de ativos virou prioridade estratégica?
Três forças explicam essa mudança. A primeira é o custo de capital: equipamentos exigem investimento alto, e cada parada compromete o retorno esperado. A segunda é a pressão por eficiência, já que o mercado cobra preço competitivo e prazo curto. A terceira é a exigência regulatória e de segurança, que amplia a responsabilidade sobre as instalações. Ou seja, esses fatores deslocaram o assunto do chão de fábrica para a mesa do conselho.
Além disso, a gestão de ativos industriais oferece à liderança uma linguagem financeira para discutir manutenção. Em vez de pedir verba a cada urgência, o gestor apresenta risco, custo do ciclo de vida e retorno esperado. Tal como frisa Gianmarco Marchetti, essa clareza facilita a aprovação de investimentos e protege a empresa de decisões de curto prazo tomadas apenas sob pressão.
Equipamentos bem geridos sustentam uma indústria competitiva
Em última análise, a gestão de ativos industriais deixou de ser um departamento e virou uma forma de conduzir a operação. Isto posto, uma indústria competitiva será aquela que trata seus equipamentos como um patrimônio produtivo, com dados, planejamento e responsabilidade compartilhada. Dessa maneira, as empresas que adotam essa visão reduzem perdas, entregam com mais previsibilidade e constroem uma base sólida para crescer com segurança.
