Conforme alude Paulo Roberto Gomes Fernandes, em 2012, a abertura de um escritório na Holanda marcou uma virada na estratégia de internacionalização da Liderroll. Passados mais de dez anos, a decisão segue relevante porque antecipou um tema central para o setor: como posicionar soluções de engenharia para dutos em um mercado europeu altamente regulado e tecnicamente exigente. Se você deseja saber mais sobre o tema, prossiga a leitura.
Um escritório em Haia para acelerar presença e acesso
A Daslik iniciou suas atividades em 2012 e, ainda naquele ano, decidiu ampliar a estrutura na Holanda, migrando para a região de Haia, capital administrativa do país. A justificativa, à época, foi o aumento do volume de negócios e a necessidade de operar a partir de um ponto com melhor conectividade logística e institucional, inclusive pela proximidade com órgãos públicos, organismos internacionais e multinacionais.
Como aponta Paulo Roberto Gomes Fernandes, foi nesse contexto que a Daslik, liderada por Lívia Folkerts, assumiu a representação da Liderroll na Europa, com a missão de mapear oportunidades e adaptar a inserção da empresa brasileira às particularidades do mercado europeu.
O acordo de representação e a lógica por trás da escolha
O acordo foi estruturado após conversas iniciadas durante a Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, e concluídas no Rio de Janeiro. A escolha da Daslik, segundo o relato publicado na época, estava ligada ao perfil de expansão pretendido pela Liderroll e ao desenho de uma ponte comercial e técnica com o continente europeu.
Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, internacionalizar tecnologia industrial não é “exportar produto” apenas, é entrar em cadeias de decisão, certificações, normas e cultura de contratação. Ao buscar representação local, a Liderroll pretendia competir com método, não só com portfólio.

Liderroll como provedora de solução, não só de equipamento
Um dos pontos mais enfatizados no anúncio de 2012 foi o posicionamento da Liderroll como provedora de soluções de engenharia para lançamento de dutos em ambientes confinados, como túneis. Esse diferencial ganhou força com o reconhecimento internacional dos Roletes Motrizes (Geração II), citados como vencedores do Global Pipeline Technology Award 2011, atribuído à American Society of Mechanical Engineers (ASME).
O texto original também associou essa tecnologia a aplicações no gasoduto GASTAU, incluindo ganhos ambientais por evitar intervenções mais agressivas na Serra do Mar.
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, na leitura de 2026, esse ponto conversa diretamente com o que o mercado europeu cobra com mais intensidade: engenharia que reduza impacto, aumente previsibilidade de execução e favoreça segurança operacional ao longo do ciclo de vida do ativo.
Patentes, competição e confiança do mercado
Outro aspecto apresentado no texto de 2012 é o papel da proteção intelectual como barreira de entrada para cópias e soluções similares. O argumento se apoia na combinação entre patenteamento e rigor regulatório europeu para reduzir “atalhos” concorrenciais.
Sem transformar isso em promessa, o ponto editorial é claro: mercados maduros valorizam soluções com histórico, documentação e integridade técnica. E, por consequência, como reforça Paulo Roberto Gomes Fernandes, a reputação construída junto a projetos complexos destaca que a confiança do mercado quando o assunto é lançar dutos onde o método tradicional não entrega controle suficiente.
O que fica como lição?
O anúncio de 2012, relido hoje, mostra um traço estratégico: internacionalizar engenharia requer presença local, leitura regulatória e prova técnica robusta. Ao articular esse movimento, como conclui Paulo Roberto Gomes Fernandes, a tecnologia brasileira pode competir fora do país quando chega com evidência, método e governança de execução. E, no fim, o mérito do passo não está apenas no “onde” (Haia), mas no “como”: estrutura, narrativa técnica e ambição realista.
Autor: thomas Scholze
