Companhia prevê que o segundo semestre seja melhor

A empresa entregou 200 micro-ônibus em destinadas ao transporte de trabalhadores em áreas urbanas até abril

Diante do impacto da pandemia no transporte de passageiros, o segmento de micro-ônibus segue mantendo oportunidades de negócios para a Marcopolo. O distanciamento exigido pelas autoridades sanitárias aqueceu o setor de fretamento, com a substituição de vans por micros. Outras frentes de negócios são os setores de agronegócio e de mineração, que seguem resilientes. Por conta desse cenário, as vendas de micro-ônibus (marca Volare) representaram 30,2% da receita líquida da empresa de Caxias do Sul (RS) no primeiro trimestre, que foi de R$ 251,9 milhões. Reforçando a aposta neste segmento, a Marcopolo lança um novo modelo, o New Attack (foto).

“Mesmo no cenário adverso provocado pela pandemia, a Marcopolo e a unidade de negócios Volare continuaram investindo na renovação do portfólio. O lançamento do New Attack é uma aposta do segmento de micro-ônibus, que se manteve aquecido pela resiliência dos setores de fretamento, agronegócio e mineração, impulsionados pelo distanciamento social, com as trocas de vans por micro-ônibus, por exemplo”, avalia Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais MI e marketing.

De janeiro a abril, a empresa entregou 200 micro-ônibus em destinadas ao transporte de trabalhadores em áreas urbanas e nos setores de mineração e agronegócio em diversos estados. As vendas para o programa federal Caminho da Escola também contribuem de forma significativa para os resultados. No primeiro trimestre, a Marcopolo entregou 761 veículos para o programa Caminhos da Escola, do governo federal, com 397 micros, 40 urbanos e 354 modelos Volare.

Para atender a demanda gerada pelo fretamento, a Volare chegou aumentar em 66% produção diária entre o primeiro e o terceiro trimestre, passando de 12 para 20 veículos. Em grande parte, o crescimento foi impulsionado pelo aquecimento do agronegócio no Sudeste, no Centro-Oeste e no Sul. Com o avanço da vacinação e maior controle da disseminação da Covid-19, a perspectiva é de que haja uma reação do setor de transportes a partir de junho. “A pandemia evidenciou um cenário desafiador, principalmente para o transporte coletivo. Nesse contexto, a avaliação para a mobilidade urbana é que, no segundo semestre, com a expectativa de reabertura das escolas e universidades e a retomada do turismo, os impactos positivos no transporte de passageiros sejam concretizados”, prevê Portolan.