Começou o ataque dos clones nas eleições municipais do Brasil. Candidatos que querem se eleger pegando carona na popularidade de Bolsonaro já fazem escova no cabelo e aprendem a falar com a língua presa. Como nem todos conseguem, brigam pelo direito de pôr “Bolsonaro” em seu nome eleitoral. A Wal do Açaí, investigada por supostamente ter sido funcionária-fantasma de um gabinete do presidente, se candidatou como Wal Bolsonaro. Ela pensou em adotar o nome de Fantasma do Bolsonaro, que a identificaria melhor publicamente, mas seus assessores acharam que não pegaria bem.

O anão que o presidente pegou no colo achando que era uma criança também quer colher seus louros. Entrou na disputa com o nome de Bolsonaro de Bolso. Mas o caso mais interessante ocorreu numa cidade do interior do Rio Grande do Sul. Candidato a vereador há dezesseis anos sem conseguir se eleger, Gervinho do Posto resolveu mudar seu nome para Gervinho do Bolsonaro. No dia seguinte, surpresa: um depósito de 89 000 reais na conta de sua mulher.

Publicado em VEJA de 7 de outubro de 2020, edição nº 2707