Marco Antonio Carbonari é dono da vinícola Villa Santa Maria e atua no mercado há mais de 20 anos. O vinicultor diz que faltam assuntos em torno do vinho, principalmente em uma reunião com pessoas queridas degustando a bebida. Entre as temáticas, ele irá falar 5 fatos interessantes sobre o vinho, aproveitando que há muita história e coisas fascinantes para saber.

  • Vinhos de guarda: Muitos acham que quanto mais velho o vinho melhor, mas depende. A noção de que a bebida melhora com o tempo, ainda mais se for em barricas de carvalho, é antiga, pois era costumeiro preferir vinhos com alta concentração de taninos. O que não sabem é que a consequência dos taninos se dava pela preservação necessária da época e não algo proposital. Hoje, no entanto, com a tecnologia, principalmente em vinhos do Novo Mundo, os padrões de consumo mudaram, então a experiência será boa tanto em vinhos jovens quanto em vinhos de guarda, basta escolher o melhor para a ocasião, sem obrigação de beber somente uma opção, como antigamente.
  • Saúde: Já é comprovado cientificamente que o vinho faz bem para a saúde, uma vez que a bebida contém substâncias que combinados com o álcool e o resveratrol – um fitonutriente cuja função é proteger o corpo de infecções -, forma um composto orgânico de ação oxidante. Marco Antonio Carbonari explica que o vinho também atua na prevenção de doenças cardíacas e vasculares, uma vez que possui a função vasodilatadora, que inclusive aquece o corpo se estiver um clima mais frio. É complicado supor, mas pesquisas recentes recomendam que seja ingerido duas taças para homens e uma para mulher por dia.
  • Lacração: A rolha de cortiça é certamente uma marca registrada, pois a porosidade permite com que haja uma troca mínima de oxigênio com o ambiente, fazendo com que o vinho tenha uma durabilidade ainda maior, mesmo depois de aberto. Mas agora também temos a opção da screw cap, ou tampinha de alumínio, que é extremamente prática e também ajuda a não ter contato com grandes volumes de oxigênio. O melhor talvez seja que esse tipo de vedação não estraga.
  • Pontuação: Vários críticos e especialistas em vinhos avaliam a bebida a fim de orientar os consumidores, já que o mercado é abundante. A escala de classificação vai até os 100 pontos. Marco Antonio Carbonari diz que existe alguns poréns, porque nem todos os vinhos são pontuados, devido a grande quantidade de tipos e, mesmo que seja feita da melhor forma possível, a pontuação nem sempre corresponde ao gosto do consumidor. Então serve, no final, para ter uma base de como se virar diante de tantos rótulos.
  • Vinho varietal: É, resumidamente, o nome dado ao vinho que estampa um rótulo de várias uvas predominantes em sua composição. Mesmo que o mais comum seja um vinho feito somente com um tipo de uva, em algumas regiões do mundo, geralmente no Novo Mundo, é comum misturar. A única exceção no Velho Mundo para um rótulo diferente seja a Alsácia, onde os vinhos são catalogados pela uva e não pela vinícola.

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