A segunda maior fabricante de aeronaves do mundo, a Boeing, está reticente com o futuro do setor para a próxima década. A companhia americana avalia que a pandemia de Covid-19 deve prejudicar o mercado de produção de aeronaves por mais de uma década. A despeito dos problemas que a Boeing enfrentou com novos modelos, como o 737-8 Max, a previsão recai sobre todo o setor. A expectativa da empresa é que nos próximos dez anos, as vendas de aeronaves movimentem 8,5 trilhões de dólares — somando aviação comercial, executiva e de defesa. O número é 12% menor do que o previsto um ano antes pela empresa. No setor de aviação comercial, o tombo é um pouco menor, de 11%. A expectativa é que as vendas somem 2,9 trilhões de dólares em 10 anos, ou 18.350 aeronaves.

“Embora este ano tenha sido sem precedentes em termos de ruptura em nossa indústria, acreditamos que a indústria aeroespacial e de defesa irão superar esses desafios de curto prazo, retornar à estabilidade e emergir com força”, disse o diretor de estratégia da Boeing, Marc Allen.

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