Situação é mais grave nas regiões de Lajeado, Ijuí, Novo Hamburgo e Caxias do Sul. Hospitais da rede pública estão com 97% da capacidade no estado. UTI lotada no Hospital de Clínicas, de Porto Alegre.
Silvio Avila/HCPA/Divulgação
O Rio Grande do Sul chega, nesta quarta-feira (10), ao nono dia seguido com as unidades de terapia intensiva (UTIs) operando acima do limite. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), atualizados às 11h07, a ocupação geral de leitos (SUS e privados) era de 105%, com 3.218 pacientes em 3.072 vagas.
A situação é mais grave na rede privada, com ocupação de 126%. São 1.081 pessoas internadas em 861 leitos de UTI. Os hospitais podem atender além da capacidade, utilizando as demais áreas das instituições, conforme o nível 4 do Plano de Contingência da SES.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a taxa de ocupação era de 97% no horário, com 2.137 pessoas atendidas em 2.211 leitos críticos.
A SES monitora 299 hospitais públicos e privados diariamente. Até a divulgação do balanço, 15 instituições ainda não haviam atualizado seus números.
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Ocupação em Porto Alegre
De acordo com a SES, a taxa de lotação das UTIs em Porto Alegre era de 105%, com 1.061 pessoas em 1.011 leitos até às 11h07.
O SUS atendia 580 pacientes em 607 vagas (96%) e os hospitais privados, 481 pacientes em 404 unidades (119%).
No controle da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Capital, 233 pessoas aguardavam na fila de espera por leitos de UTI, sendo 197 delas com Covid-19 e 36 com outras enfermidades. O balanço foi divulgado pela prefeitura às 11h30, com a atualização dos dados de 11 das 18 instituições monitoradas.
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Lotação por regiões
Segundo o painel da SES, quatro regiões estavam com as UTIs lotadas no SUS e na rede privada até às 10h07: Lajeado, Ijuí, Novo Hamburgo e Caxias do Sul.
Regiões do RS com maior ocupação de UTIs
Na região de Porto Alegre, que engloba a Capital e os municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí, Viamão, a ocupação geral de leitos era de 104%, com 1.129 pacientes em 1.083 vagas de UTI. No entanto, o SUS operava com 95% da capacidade, frente aos 119% de lotação dos hospitais privados.
A mesma situação foi registrada nas regiões de Santa Cruz do Sul (132%), Cachoeira do Sul (125%), Canoas (105%) e Passo Fundo (103%). Nelas, os hospitais operavam acima da capacidade geral, mas com a lotação esgotada na rede privada e vagas abertas no SUS.
Os hospitais da região de Palmeira das Missões estavam com 131% de lotação no horário. No entanto, o cenário na localidade era o inverso do que se vê, em geral, no estado. A rede pública está operando acima do limite, com 43 pacientes em 31 leitos (138%). Nas instituições particulares, são 3 pessoas em 4 vagas (75%).
A região de Guaíba (102%), que só tem leitos SUS, estava com 58 pessoas internadas em 57 vagas.
A região de Taquara (100%) registrava 73 pacientes em 74 vagas do SUS e uma pessoa internada em leito de UTI privado. Já os municípios do Litoral Norte, na região de Capão da Canoa (100%), tinham 82 pacientes ocupando os 82 leitos disponíveis, todos públicos.
As regiões de Uruguaiana (98%), Santo Ângelo (90%) e Pelotas (86%) operavam abaixo da capacidade geral, com lotação esgotada na rede privada e vagas abertas no sistema público.
Os municípios do entorno de Cruz Alta (98%) estavam com os leitos críticos do SUS lotados, mas com sobra de vagas na rede privada.
Já as regiões de Santa Rosa (98%), Santa Maria (93%), Erechim (84%) e Bagé (74%) registravam vagas sobrando nas UTIs de hospitais públicos e privados até às 10h07.
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