Crime ocorreu em fevereiro. Ex-namorado, apontado pela polícia como autor do crime, está preso desde o início de março. A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (19), dois suspeitos de participar do assassinato de uma adolescente de 17 anos, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O crime ocorreu no dia 19 de fevereiro, no bairro Guajuviras, e teria sido cometido pelo ex-namorado da vítima, de 19 anos, preso desde o início de março.
Segundo a polícia, um dos indivíduos foi preso preventivamente em Canoas. O homem teria atirado contra uma amiga da vítima, de 16 anos. A adolescente, que estava grávida, sobreviveu ao ataque, sem complicações para o bebê. Em depoimento, o suspeito negou participação no crime.
O outro, encontrado em Alvorada, foi preso temporariamente. O homem teria auxiliado o ex-namorado a armar a emboscada. Conforme a investigação, foi através do celular do indivíduo que foi feito o contato com a vítima. À polícia, o acusado disse que tinha conhecimento dos planos do agressor.
Detalhes do caso
O caso foi investigado como feminicídio pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Canoas.
Segundo a polícia, a vítima, de Viamão, e o suspeito, de Porto Alegre, mantinham um relacionamento desde 2020. No entanto, eles teriam se afastado durante o período em que o jovem esteve preso. Ao sair da prisão, o rapaz passou a agredir a namorada, inclusive cortando os cabelos da adolescente.
Os dois teriam reatado a relação no final de 2020. No início de 2021, já com o relacionamento rompido novamente, os jovens marcaram o encontro em Canoas, onde ocorreu o assassinato.
A vítima teria ido ao local combinado acompanhada de duas amigas. Uma, no entanto, desistiu no meio do caminho. Em uma rua do bairro Guajuviras, o suspeito atirou três vezes contra a ex-companheira, apontou a polícia. A amiga grávida tentou fugir, mas também foi baleada.
Segundo a delegada Clarissa Demartini, o jovem confessou o assassinato, no início do mês.
“A primeira pergunta que fiz foi sobre as razões de ele estar preso, ao que respondeu: porque matei minha ex”, relatou.
O indivíduo teria detalhado a dinâmica dos fatos e a estratégia adotada para atrair a vítima para a emboscada, contou a delegada.
“Era um relacionamento relativamente curto e marcado pela violência de forma significativa. O desprezo do agressor já ficou demonstrado quando ele cortou os cabelos da vítima, em nítida tentativa de desfigurá-la”, disse Demartini.
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