Estão sendo cumpridos, nesta segunda, 39 ordens de busca e apreensão, 14 de prisão preventiva e 10 verificações de medida de proteção de urgência. Desde o início do ano, 180 suspeitos foram presos. Operação nacional de combate à violência contra a mulher cumpre mandados no RS
Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participa, nesta segunda-feira (8), de uma operação nacional de combate à violência contra a mulher. Estão sendo cumpridos, em municípios gaúchos, 39 ordens de busca e apreensão, 14 de prisão preventiva e 10 verificações de medida de proteção de urgência.
A operação recebeu o nome de Resguardo. A iniciativa ocorre de forma integrada e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi/MJSP) e tem a participação das Polícias Civis de todo o país.
A ação começou no início do ano, no dia 1º de janeiro de 2021. Desde então, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul já apurou 615 denúncias, e cerca de 5,8 mil inquéritos policiais foram concluídos. Além disso, mais de 51 mil mulheres, que relataram sofrer violência, foram atendidas nesse período.
A polícia informou ainda que desde o início do ano, 180 suspeitos foram presos.
Acolhimento de mulheres
Em coletiva de imprensa, a chefe da Polícia Civil do RS, delegada Nadine Anflor, anunciou a inauguração, que ocorrerá na tarde desta segunda, de nove Salas das Margaridas no estado.
As unidades são locais especializados de acolhimento de mulheres, onde elas são ouvidas, podem pedir medidas protetivas e registrar ocorrência, além de outras ações que fazem parte da Lei Maria da Penha.
As novas salas vão ser inauguradas nas cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Gravataí, Alvorada, Canoas, Rio Grande e Santana do Livramento, e nas Delegacias de Polícia de Marau e Parobé.
“Diante de todos os números que, hoje também, são apresentados nessa operação, a gente verificou que as mulheres que são vítimas de tentativas de feminicídio e feminicídio são mulheres que não conseguiram denunciar qualquer tipo de violência”, afirma.
A delegada acrescentou que, ao longo da pandemia, foram ampliados os canais de atendimento para que as mulheres pudessem realizar as denúncias.
RS participa de operação nacional de combate à violência contra a mulher
Divulgação/Polícia Civil
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