Foram quatro assassinatos de mulheres por motivo de gênero no último mês. Outros crimes, como estupros e lesões corporais, tiveram queda. Polícia fez operação de combate à violência contra a mulher na segunda (8) no RS
Divulgação/Polícia Civil
O número de feminicídios ficou estável em fevereiro no Rio Grande do Sul. Foram quatro assassinatos de mulheres por motivo de gênero, mesmo número do ano passado. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do RS na manhã desta terça-feira (9).
Já as tentativas de feminicídio, no último mês, somaram um caso a menos em relação a fevereiro de 2020. Em janeiro, esse tipo de crime havia aumentado 34,8%.
Outros crimes contra as mulheres também apresentaram redução. Entre as ameaças, foram 1,1 mil ocorrências a menos, passando de 3.447 em fevereiro do ano passado para 2.303 registros neste ano (-33,2%).
Também caíram os casos de lesões corporais (-28,1%) e estupros (-23%).
Casos de violência
Operação da Polícia Civil prendeu 25 pessoas no combate à violência contra a mulher
Divulgação/Polícia Civil
Na segunda-feira (8), data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma operação policial foi feita em todo o país para prender agressores. No Rio Grande do Sul, 25 pessoas foram presas.
No sábado (6), um homem, de 39 anos, foi preso em flagrante, após arremessar a companheira de um carro em movimento em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A mulher, de 27 anos, teria sido agredida pelo suspeito. A guarnição viu a mulher colocar a cabeça para fora veículo, pedindo por ajuda.
Rede de acolhimento
Na segunda, a Polícia Civil inaugurou nove Salas das Margaridas no estado. As unidades são locais especializados de acolhimento de mulheres, onde elas são ouvidas, podem pedir medidas protetivas e registrar ocorrência, além de outras ações que fazem parte da Lei Maria da Penha.
As novas salas ficam nas cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Gravataí, Alvorada, Canoas, Rio Grande e Santana do Livramento, e nas Delegacias de Polícia de Marau e Parobé.
Para reforçar a rede de suporte às mulheres, o estado ampliou em 143% as Patrulhas Maria da Penha da BM nos últimos dois anos.
As autoridades da Segurança Pública reforçam a importância de toda a sociedade denunciar casos de abusos e agressão. Em emergências, o canal é o 190 da Brigada Militar.
Para auxiliar na investigação, a Polícia Civil disponibiliza o WhatsApp (51) 98444-0606. Também é possível ligar para o Disque-Denúncia 181 ou realizar a comunicação no Denúncia Digital 181, no site da SSP. Em todos os casos, o anonimato é garantido.
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