Juliano Vieira Pimentel de Souza foi julgado pelo tribunal do júri nesta quarta (2) e sentenciado a 36 anos, seis meses e 20 dias em regime inicial fechado. Ele era réu pelo estupro, assassinato e ocultação do cadáver de Naiara Soares Gomes, morta em 2018. G1 tenta contato com a defesa. Naiara foi encontrada morta em Caxias do Sul em 21 de março de 2017
Reprodução/RBSTV
Juliano Vieira Pimentel de Souza, de 34 anos, foi condenado nesta quarta-feira (2) a 36 anos, seis meses e 20 dias de prisão em regime inicial fechado. Ele foi sentenciado a reclusão pelo estupro, assassinato e ocultação do cadáver de Naiara Soares Gomes, de 7 anos, em Caxias do Sul, na Serra, em 2018.
O G1 tentou contato telefônico com a defesa de Juliano, mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.
A pena é resultado da combinação das condenações em 23 anos, seis meses e 20 dias de reclusão pelo homicídio, de 12 anos pelo estupro e de um ano por ocultação de cadáver. O réu seguirá preso na penitenciária de Canoas, onde já estava detido.
O julgamento presidido pelo juiz Silvio Viezzer foi realizado no Salão do Júri da Comarca de Caxias do Sul sem a presença do público e da imprensa, já que o processo envolvia uma menor de idade e tramitou em segredo de justiça. A sessão durou mais de 12h e terminou por volta das 19h30.
Pela manhã, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação. O réu seria interrogado em seguida, mas preferiu permanecer em silêncio.
Durante a tarde, os debates orais ficaram a cargo do promotor João Francisco Ckless Filho, do assistente de acusação Matheus Bertaiolli Rodrigues e dos advogados de defesa. Logo após, os sete jurados se reuniram para votação.
Todos os protocolos de prevenção foram observados, como distanciamento, uso de máscaras e de álcool em gel. Apenas os envolvidos na sessão puderam ter acesso ao local.
Relembre o caso
Naiara Soares Gomes foi considerada desaparecida após ir para a escola, no bairro São Caetano, em 9 de março de 2018. Imagens de câmeras de segurança mostravam a menina andando sozinha pelas ruas.
No dia 21, o corpo de Naiara foi encontrado pela polícia às margens da Barragem do Faxinal, no interior de Caxias do Sul.
No mesmo dia, um homem foi preso suspeito pelo crime, e confessou ser o autor.
Laudos periciais confirmaram que Naiara morreu por asfixia, e que foi estuprada antes de morrer.
A Polícia Civil indiciou o homem por estupro de vulnerável com morte e ocultação de cadáver.
Além disso, ele também foi condenado por outro crime, contra outra menina, que sobreviveu ao ataque.
O caso gerou revolta na população de Caxias do Sul. A casa onde o homem morava, e onde ocorreram os estupros, foi demolida.
Julgamento da morte de Naiara Soares Gomes acontece em Caxias do Sul nesta quarta (2)
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