Segundo diretor do Departamento de Regulação Estadual, alguns hospitais diminuíram leitos privados e outros, as vagas extras. Leitos pelo SUS apresentam alívio e se aproximam de 80% da capacidade. CTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre
HMV/Divulgação
Se, por um lado, o Rio Grande do Sul mantém a taxa geral de ocupação dos leitos de UTI em torno de 86%, por outro, as instituições privadas voltaram a operar com superlotação. Às 16h07 desta segunda-feira (26), 896 pacientes estavam em 895 leitos de instituições particulares, lotação de 100,1%.
Segundo o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade, alguns hospitais diminuíram leitos privados e outros, os leitos extras. Desde 25 de fevereiro, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) ativou a fase 4 do Plano de Contingência Hospitalar, e, de acordo com o diretor, não há previsão de revogá-la ainda.
A sobretaxa, embora mínima, mostra que o momento ainda é crítico no estado. As regiões Covid de Uruguaiana e Cachoeira do Sul seguem operando acima da capacidade nas instituições privadas. Da mesma forma, Santo Ângelo, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Novo Hamburgo, Pelotas, Canoas e Passo Fundo ainda tinham mais pacientes do que leitos.
O que diminui a ocupação são as vagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na contagem geral, haviam 1.996 pacientes para 2.473 leitos, uma taxa de 80,7%, pouco acima da margem considerada crítica.
No geral, haviam 2.892 pessoas para 3.368 vagas. A taxa de ocupação, logo, era de 85,9%, o que mantém o alerta no RS.
Porto Alegre tem leve melhora
Em Porto Alegre, tanto os leitos privados como os via SUS apresentam ocupação acima de 80%, mas sem superlotação. Nesta segunda, os hospitais da Capital tinham 953 pacientes em 1.083 vagas: 82% de ocupação entre leitos SUS e 98% entre leitos privados.
O lado positivo é que a internação por Covid-19 está diminuindo. A relação que, em semanas anteriores, era de quatro pacientes com coronavírus para cada internado por outras doenças agora é de dois para um.
Pelo menos 64,5% das pessoas hospitalizadas tinha diagnóstico positivo para o coronavírus. Fora dos leitos de UTI a ocupação era de 33,5%.
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