Recomendação é de que o imunizante seja aplicado 28 dias após a primeira aplicação. Secretaria Estadual da Saúde enviou um ofício ao Ministério da Saúde pedindo agilidade no abastecimento. Vacinação em Canoas
Prefeitura de Canoas
Cidades do Rio Grande do Sul estão alertando sobre a falta de vacinas para a aplicação da 2ª dose da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19, fabricado pelo Instituto Butantan. O recomendado é de que o reforço seja feito 28 dias após a primeira aplicação.
Na sexta-feira (23), a Secretaria Estadual da Saúde e o Conselho das Secretarias Municipais da Saúde do Rio Grande do Sul enviaram um ofício ao Ministério da Saúde pedindo agilidade no abastecimento de vacinas da Coronavac para cobrir as segundas doses de quem já recebeu a primeira aplicação.
Em nota, o Ministério da Saúde disse que a estratégia de vacinação é definida a cada nova distribuição semanal, e que depende dos laboratórios que fabricam a vacina. O Instituto Butantan, que fabrica a CoronaVac no Brasil, disse que já enviou 41 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde, que é o responsável pelo planejamento da campanha e logística.
Canoas, cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, informou que com o atraso na chegada de novos lotes de CoronaVac ao município, o estoque foi insuficiente para cobrir as segundas doses de quem já completou o intervalo recomendado de 28 dias.
A prefeitura acrescentou que, nesta segunda-feira (26), as unidades básicas de saúde (UBSs) aplicaram as vacinas disponíveis e já não possuem mais doses neste momento.
O município disse que quem não conseguiu se vacinar, deverá aguardar a chegada de nova remessa do imunizante produzido pelo Instituto Butantan. A Secretaria Municipal da Saúde irá divulgar, por meio dos canais oficiais de comunicação da prefeitura, as novas datas para comparecimento aos locais de vacinação.
Prefeituras de outros municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre também estão preocupadas com a falta de vacinas. É o caso de Novo Hamburgo.
“Novo Hamburgo está passando por um problema bastante sério, não só Novo Hamburgo, mas os outros municípios também. Nós não estamos recebendo a CoronaVac e nós necessitamos dela para a segunda dose, inclusive, em Novo Hamburgo, nós temos segunda dose para somente o que foi agendado até terça-feira, foi necessário cessar com os drives de segunda dose devido a esse problema”, afirma a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt.
O secretário de Saúde de São Leopoldo, Marcel Frison, disse que se o município não receber novas doses no início desta semana, na quarta-feira (28) deve parar de vacinar na cidade.
“É uma crise nacional, porque agora nós convencemos as pessoas da importância das pessoas tomarem a segunda dose, que é fundamental, essencial para o processo de imunização, porém o governo federal não conseguiu mandar as remessas relativas a essa segunda dose. Esse é o problema. Nós vamos ter um déficit de cerca de 8 mil, 8,5 mil doses na semana que vem”.
O problema se repete em Esteio.
“Mais uma dificuldade do Ministério da Saúde, de desestruturação, porque teve uma orientação clara de que nós não guardássemos as segundas doses, isso tem que ficar claro, não é uma responsabilidade dos municípios, esta por escrito que não se reserve as segundas doses. Então, para nós, é gravíssima essa situação de interrupção desse processo”, afirma a secretária de Saúde de Esteio, Ana Boll.
Novo lote de vacinas é insuficiente para aplicar todas as segundas doses em Canoas
Serra
Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, a aplicação da segunda dose da CoronaVac em idosos com 66 anos ou mais precisou ser interrompida no sábado (24).
O atendimento foi em 41 Unidades Básicas de Saúde da cidade. Cerca de 400 pessoas receberam senhas e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, serão priorizadas quando o município receber novas remessas da vacina.
Mesma situação se repete em Nova Petrópolis. A cidade espera receber uma remessa ainda nesta segunda. A partir daí, o município vai definir como fica o calendário.
Em Bento Gonçalves, a aplicação da segunda dose foi suspensa na sexta-feira (23) e ainda não tem previsão de retomada. Na terça-feira (27), a cidade começa a imunizar com a primeira dose pessoas com 60 anos ou mais.
O infectologista Eduardo Sprinz afirma que é importante as pessoas tomarem as duas doses da vacina.
“A vacina, para ela funcionar como a gente vem dizendo que ela vai funcionar, é necessário ter a dose de reforço”.
Falta de vacinas interrompe aplicação de segunda dose em municípios da Serra do RS
Ministro da Saúde admite ‘dificuldade’ no fornecimento de vacinas
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu nesta segunda que há “dificuldade” no fornecimento de vacinas para aplicação da segunda dose da CoronaVac.
Queiroga deu a declaração ao participar de uma sessão da comissão do Senado que discute medidas de combate à doença.
Há cerca de um mês, em 21 de março, o Ministério da Saúde mudou a orientação e autorizou que todas as vacinas armazenadas pelos estados e municípios para garantir a segunda dose fossem utilizadas imediatamente como primeira dose.
VÍDEOS: Vacinas contra a Covid
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