Vinte regiões ficam em classificação de alto risco; só Guaíba fica em bandeira laranja. Elevação de 20% nos óbitos entre as últimas duas semanas é o maior patamar desde o início do modelo. Mapa do distanciamento controlado da semana 33 no RS
Governo do RS/Divulgação
O mapa preliminar do distanciamento controlado divulgado nesta sexta-feira (18) não tem Bagé e Pelotas em bandeira preta, como nesta semana, mas segue refletindo o alto índice de contágio do coronavírus no Rio Grande do Sul.
Vinte regiões estão classificadas em bandeira vermelha, de alto risco epidemiológico. Só Guaíba está em bandeira laranja, de risco médio para a Covid-19.
As prefeituras e associações municipais que quiserem ingressar com recurso devem encaminhar ao comitê de crise do governo do RS até as 6h de domingo (20). A versão final será divulgada na segunda (21) e passa a valer entre 22 e 28 de dezembro.
Afora isso, dos 478 municípios classificados em bandeira vermelha, em que moram 10,9 milhões de pessoas (96,4% da população gaúcha), 167 podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias.
Alta de mortes no modelo
Nesta semana, houve uma redução de 4% (de 1.375 para 1.316) no número de pacientes internados em leitos clínicos confirmados com Covid-19. No entanto, em leitos de UTI houve um aumento de 2% (de 915 para 935), mesmo com a abertura de cerca de 60 leitos de UTI no estado.
Além disso, o número de leitos de UTI livres para atender Covid-19 reduziu 27% no período (de 626 para 460), pois o número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 37% no período (de 683 para 935).
Já a elevação nos óbitos chegou a 20% (de 409 para 490) entre as últimas duas quintas-feiras, o que representa o maior patamar desde o início do modelo.
O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, destaca que não vai recorrer da classificação, já que a situação nas unidades de saúde do município está próxima do colapso. A região de Novo Hamburgo, que compreende os dois municípios e outras cidades do Vale do Sinos, está com mais pacientes do que a capacidade hospitalar há mais de duas semanas.
“Se não conseguirmos evitar uma grande concentração de pessoas nesses próximos 10 ou 15 dias, do dia 5 em diante de janeiro teremos um sistema colapsado. Não temos mais funcionários para contratar, e aqueles que temos estão em dificuldade pela condição psicológica e porque também estão com problemas de contaminação”, diz.
As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (297), Caxias do Sul (207), Passo Fundo (121), Pelotas (86), Canoas (83) e Novo Hamburgo (81).
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