Segundo a família, mulher ficou dois dias desaparecida. Homem é suspeito de jogar adesivo instantâneo, que colou olhos e cabelos da mulher. Um homem de 27 anos foi preso, na madrugada deste sábado (12), suspeito de agredir e sequestrar a ex-companheira em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo a família, a mulher ficou dois dias desaparecida. Eles registraram boletim de ocorrência e informaram que ela tinha sido vista no carro do ex-companheiro, contra quem já teve medida protetiva.
A polícia iniciou as buscas à mulher no dia 9 de dezembro. Neste mesmo dia, a mulher teria entrado em contato com o pai pedindo ajuda. Ele foi até o local indicado e teria encontrado a filha muito machucada e com dificuldades para enxergar.
A mulher contou à polícia que estava na casa de uma amiga, dois dias antes, quando o suspeito invadiu o local e passou a agredir com violência.
Segundo ela, o homem jogou adesivo instantâneo nos cabelos dela. A cola também atingiu os olhos, que foram queimados pelo produto. De acordo com a polícia, os ferimentos foram gravíssimos.
A vítima foi tirada da residência e força e, do lado de fora, foi atingida por um soco, ficando inconsciente. O suspeito colocou colocou a mulher em seu carro e a levou até sua casa. Como permanecia desacordada, ela foi deixada do lado de fora da residência por algumas horas, informou a delegada Clarissa Demartini.
“Ao longo da terça e quarta-feira, a vítima ficou sob domínio do agressor, sofrendo todo o tipo de violência física, psicológica e sexual”, explica a delegada
A mulher conseguiu fugir, pediu ajuda a uma vizinha para chamar um carro de aplicativo, pois já não enxergava direito e seu celular havia sido quebrado pelo agressor.
O homem teve prisão decretada. Agente da Polícia Rodoviária Federal auxiliaram no monitoramento do carro do suspeito.
“Foi uma investigação extremamente complexa, tendo em vista as informações contraditórias trazidas pela própria vítima a seus familiares. As lesões que a vítima sofreu, especialmente a violência sexual e a cola que lançou em seus cabelos e rosto demonstram a intenção do agressor em desconstruir o feminino. Atitudes vistas com frequência na violência de gênero”, explica a delegada
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