Justiça irá interrogar a ré no dia 18, às 13h15. Antes, entre 9 e 17, juíza irá ouvir testemunhas como familiares de Alexandra, vizinhos e Rodrigo Winques, pai de Rafael, menino encontrado morto em maio. Alexandra Dougokenski admitiu morte do filho em depoimento à polícia de Planalto em 24 de maio
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A juíza Marilene Parizotto Campagna marcou para dezembro as próximas audiências e o primeiro interrogatório de Alexandra Dougokenski pela morte do filho, Rafael Winques, em Planalto, no Norte do estado. Ela será interrogada no dia 18, às 13h15, por videoconferência, de onde está presa, na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.
Antes disso, outras 21 testemunhas serão ouvidas entre 9 e 17 de dezembro, nas comarcas de residências das testemunhas. Algumas delas serão ouvidos novamente, após a primeira audiência do caso, em outubro.
O primeiro será Rodrigo Winques, pai de Rafael, que deve ir a Planalto, e não mais em Bento Gonçalves, onde mora com a irmã e o sobrinho.
Depois, o namorado de Alexandra na época, Delair de Souza, uma professora, um vizinho e a mãe de um amigo do menino serão ouvidos novamente.
Delegados, inspetores de polícia, médicos peritos e legistas do Instituto Geral de Perícias também devem testemunhar nos dias seguintes.
A Justiça também ouvirá os testemunhos da mãe e dois irmãos de Alexandra, além do filho mais velho dela, irmão de Rafael, um adolescente que estava em casa na noite do crime. E ainda uma tia de Rafael por parte de pai e o proprietário do imóvel onde Rodrigo reside estão entre os depoentes.
Segredo de justiça
A magistrada também decretou segredo de justiça dos documentos da interceptação telefônica, da quebra de sigilo telefônico, bancário e fiscal e do resultado das extrações de dados dos telefones.
No inquérito, de mais de 1,4 mil páginas, constam laudos e relatórios de investigação que abrangem quebra de sigilo telefônico, de dados (Facebook, WhatsApp e Google), fiscais e bancárias, o que restringe às partes e aos seus representantes o acesso ao processo.
Rafael foi encontrado morto em 25 de maio, após dez dias desaparecido. A própria Alexandra havia reportado à polícia o sumiço da criança. Após, confessou o crime, foi presa e responde por homicídio qualificado.
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