Guilherme Boulos tentou resolver no andar de cima o possível apoio de Márcio França à sua candidatura no segundo turno.

O candidato do Psol ligou direto para o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Elegantemente, ele sugeriu ao interlocutor que tratasse a questão com França. Boulos assim o fez, e eles devem conversar ainda hoje.

O movimento de Boulos faz sentido.

Basta conhecer minimamente a trajetória de Siqueira para apostar que ele prefere fechar com o Psol a ver um correligionário pedir votos em favor de um tucano – mesmo que esse tucano seja Bruno Covas, ligeiramente mais progressistas de que a maioria dos seus pares.

Já França – pragmático, para os aliados, e fisiologista, segundo os adversários – pode remar para qualquer lado. E Boulos sabe disso.

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