Em eleições passadas, com os partidos envolvidos na reta final da luta pelo voto nas cidades, o Congresso se permitia desperdiçar o tempo do país com apagões legislativos em nome da busca de sobrevivência eleitoral “nas bases”.

Em ano de pandemia, com 13 milhões de desempregados e muito trabalho represado na agenda econômica, ganha corpo no Parlamento o movimento para que deputados e senadores aproveitem os 25 dias que ainda restam até a eleição de 15 de novembro para votar pautas de alto impacto positivo para a atração de investimentos externos e baixo custo político para os partidos no pleito municipal.

Temas como a independência do Banco Central, a nova lei de Recuperação Judicial e a Lei do Gás, são pautas importantes que podem avançar já nos próximos dias.

“É uma agenda técnica de alto impacto econômico e zero custo político”, diz ao Radar um importante auxiliar de Jair Bolsonaro.

A equipe de Paulo Guedes e líderes da base trabalham pela votação, aproveitando o retorno das boas relações com o Parlamento, após o jantar da paz com Rodrigo Maia.

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