A startup de fretamento coletivo de viagens de ônibus, Buser, deu início a uma medida extrema contra o que considera ser perseguição de parte dos agentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT): colocou advogados dentro dos ônibus e em pontos onde normalmente empresas parceiras sofrem com a apreensão dos veículos. A empresa passou também a filmar a atuação dos agentes, após os motoristas e até mesmo passageiros reclamarem de abuso de autoridade. “No último feriado, agentes do Rio de Janeiro pararam sete ônibus que estavam adesivados com a nossa marca. Filmaram, fotografaram e mandaram a nossa imagem para a imprensa como se fossemos ilegais. Parecem querer criminalizar a nossa atividade”, afirma Marcelo Abritta, CEO da startup.

A Buser teve sua atividade considerada legal pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, mas sofre represália no setor — em uma situação muito semelhante às enfrentadas por Uber e 99 no passado. A startup acredita que a resistência não parte apenas dos concorrentes, mas também do poder público. Recentemente conseguiu uma determinação judicial de multa contra Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), punindo o órgão caso haja a interrupção de viagens intermediadas pelo aplicativo.

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